segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Memórias de um sargento de milícias – Manuel Antônio de Almeida



A malandragem carioca está eternizada em filmes, novelas e letras de samba. Malandro é malandro e mané é mané! Você com certeza já ouviu esses versos na radiola de algum boteco Brasil afora. Em seu único romance publicado, Manuel Antônio de Almeida apresenta o primeiro malandro da literatura brasileira: o sargento de milícias.

Fruto de uma pisadela e de um beliscão, quando criança, o Leonardinho era tinhoso e malquisto pelos vizinhos. O fogo que uniu os pais portugueses, no navio que os transportava para o Brasil, apagou tão rápido quanto começou. Quando completou oito anos o malandrinho foi abandonado pela família e acabou caindo nas graças do padrinho barbeiro, que o mimou e cuidou de sua educação sonhado em ver o afilhado se tornar um membro importante para a comunidade carioca.

A primeira ideia que o padrinho teve para o futuro de Leonardinho foi o sacerdócio, mas não deu muito certo, nem o padre e a vizinha carola escaparam das artimanhas do menino! Alguns anos mais tarde, Leonardo acaba sendo forçado pela polícia a servir ao exército, tendo como principal missão coibir a malandragem no Rio, mas como nunca foi de sua natureza manter-se longe de problemas, continua aprontando dentro do próprio batalhão de polícia.

Um fato curioso é que no início, Manuel Antônio de Almeida escreveu a história do sargento de milícias em forma de folhetim, algo muito comum na época, mas costumava assinar como “um Brasileiro”. Só em 1863 o nome verdadeiro do autor passou a constar na obra.

Gostei muito do estilo do autor, apesar de ter sentido bastante dificuldade para compreender algumas palavras e expressões que eram usadas na época. O lado cômico dos personagens é muito bem explorado na trama e é o tipo de história que sorrimos do início ao fim. O diálogo entre Manuel e o leitor é constante, o que ajuda a tornar a nossa relação com o livro e os personagens mais pessoal.


4 comentários:

  1. Walter Pinheiro Jr.5 de novembro de 2013 10:14

    Muito boa a resenha, captou bem a essência do livro, engraçado, crítico e bem datado. Gostei muito, quero ler novamente assim que possível.

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  2. Oi! Tudo bem?
    Estou seguindo seu blog, quero acompanhar :) Sucesso!
    Sobre o livro: Já li uma resenha sobre ele e gostei muito. Pelo diálogo da época acho que me complicaria um pouco, mas é sempre bom nós lermos livros antigos e adicionarmos novas palavras ao nosso vocabulário. Não é? Pretendo ler em breve. Obrigada pela dica!

    Beijos,
    Estante das Fadas, seu blog encantado.
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  3. Lembro que tinha que ter lido esse livro na escola e não li. Na época estava esgotado na biblioteca e nem tinha dinheiro para comprá-lo.
    Mas a história parece demais. Adoro os clássicos, lembro que na época adorei Machado de Assis, e vou procurar para ler esse livro.

    Beijos,
    Bell
    http://contosdoguerreiro.blogspot.com.br/ ( se quiser, segue lá)

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  4. Seguindo e Curtindo! Retribui?
    http://overdoselite.blogspot.com.br/
    https://www.facebook.com/overdoselite
    Bjus

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