quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Autor do mês: Rick Riordan

(Rick Riordan. Foto: Site Oficial http://www.rickriordan.com)


Olá, leitores!

No mês de setembro o autor escolhido foi Richard Russell "Rick" Riordan Jr, mais conhecido como Rick Riordan.

Aos 49 anos, o autor da série Percy Jackson e os olimpianos foi eleito por algumas publicações especializadas o segundo maior escritor teen de todos os tempos, perdendo apenas para a escritora J.K. Rolling, autora da série Harry Potter.

Rick nasceu em junho de 1964 na cidade de San Antonio, Texas (EUA), possui formação acadêmica em Inglês e História mas há alguns anos largou o giz para dedicar-se à literatura em tempo integral. Pai de dois meninos, o autor criou o personagem Percy Jackson em meio a histórias que contava ao filho mais velho, Haley, antes de dormir.

Livros:

Tres Navarre
·         1997 - Tequila Vermelha
·         1998 – Os dois passos do viúvo
·         2000 - O Último Rei do Texas
·         2001 - O Diabo desceu a Austin
·         2004 - Southtown
·         2005 - Estrada da Missão
·         2007 - Ilha Rebelde

2003 - Cold Springs (volume único)
Cold Springs é o único livro de Rick Riordan que não virou série. Assim como a série Tres Navarre, é um livro adulto de mistério.

Percy Jackson & os Olimpianos
·         2005 - O Ladrão de Raios
·         2006 - O Mar de Monstros
·         2007 - A Maldição do Titã
·         2008 - A Batalha do Labirinto
·         2009 - O Último Olimpiano
·         2009 - O Arquivo do Semideus — livro complementar
·         2012 - Guia Definitivo — livro complementar

The 39 Clues
Rick Riordan é o criador da série The 39 Clues, no entanto, apenas o primeiro e o último livro da série foram escritos por ele, os demais são fruto da parceria entre Perter Lerangis, Jude Watson e Gordon Korman.
·         2009 - O Labirinto dos Ossos 
·         2011 - Ascensão dos Vespers

As Crônicas dos Kane
·         2010 - A Pirâmide Vermelha
·         2011 - O Trono de Fogo
·         2012 - A Sombra da Serpente
·         2013 - O Filho de Sobek (Ebook)

Os Heróis do Olimpo
·         2010 - O Herói Perdido
·         2011 - O Filho de Netuno
·         2012 - A Marca de Atena
·         2013 - A Casa de Hades (Será lançado no Brasil em outubro)

Recentemente, Riordan escreveu um conto bem-humorado trazendo de volta o herói Percy Jackson. Não encontrei versões em português, mas se você é fã das aventuras do filho de Poseidon vale a pena dar uma conferida: http://browseinside.harpercollinschildrens.com/index.aspx?isbn13=9780061963803

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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Editoras potiguares representam RN na Feira do Livro de Frankfurt



Editoras e autores potiguares, participam de 9 a 13 de outubro da Feira internacional do Livro de Frankfurt, na Alemanha. O evento é a maior feira de livros do mundo também voltada para multimídia e comunicação, e esse ano terá o Brasil como país homenageado. Dia primeiro de outubro, terça feira, os autores e representantes das editoras Fundação Vingt-un Rosado, Queima Bucha, Sebo Vermelho, Una, Jovens Escribas, Sarau das Letras, RN Econômico e Manimbu, comparecem ao Salão Nobre do TAM para audiência com a governadora Rosalba Ciarlini.

Nesta oportunidade será apresentado o folder bilíngue preparado especialmente para a Feira, contendo foto das obras que estarão expostas com uma pequena biografia de cada autor. A Fundação Biblioteca Nacional disponibiliza stand no pavilhão Brasil e o transporte das publicações. Confirmaram presença os poetas e escritores Diógenes da Cunha Lima, Nelson Patriota e a Professora Isaura Rosado, que estará em período de férias.  

A Feira terá 7.539 expositores distribuídos em dezenas de pavilhões, com 111 países participantes. Segundo dados da Câmara Brasileira do Livro, a estimativa é de que 290 mil pessoas visitem a feira.

RN ganha visibilidade com participação em feira literária

Um livro de pedra com um quilômetro quadrado, inscrito nos sertões calcários do Apodi há 10 mil anos, é um dos discursos fundadores da identidade das gentes que hoje passam genericamente por potiguares. Não é um livro de textos como muitas das editoras do Rio Grande do Norte apresentam hoje na Feira de Frankfurt. Mas sim, um conjunto de signos – aves, insetos, mãos – com valor de escrita numa cultura ágrafa.

Esta primeira manifestação da escrita por símbolos que datam de mais de 9 mil anos, está expressa nos paredões de calcáreo do Lajedo da Soledade, em Apodi (RN), e se repete em vários outros sítios arqueológicos do Rio Grande do Norte, como nos Alexandres, em Carnaúba dos Dantas, e nas muitas pedras letradas do sertão semiárido do Estado. Manifestações da inteligência dos homens primitivos que nos antecederam, preocupados em escrever por símbolos a crônica de nossas vidas.

Distante 10 milhões de anos, deste primeiro livro descrito pela Revista Perigo Iminente, na Feira de Frankfurt ultrapassamos os relatos de viajantes e cronistas que pontuaram os exotismos das tribos e a exuberância da paisagem e encontramos as editoras do Rio Grande do Norte que atenderam ao convite e, sem matriz pré definida, elegeram as obras que se mostram e nos mostram, enquanto povo e história, cultura e sentimentos de uma matriz cultural de origem europeia, indígena e africana.

Enfim, sob qualquer ângulo que se olhe, a literatura norte-rio-grandense exibe hoje um dinamismo que lhe confere uma identidade própria e singular, em meio à grande variedade de tendências e características das demais literaturas do Nordeste e do Brasil, garantindo brilho e prestígio aos seus autores e inspirando novas gerações de escritores, que, em todas as áreas, revelam novos e vigorosos talentos.


Fonte: Assessoria Secultrn/FJA

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Orgulho e Preconceito – Jane Austen


Os apaixonados por literatura com certeza já leram ou ouviram falar na autora Jane Austen. Considerada por muitos como uma das melhores romancistas clássicas, a inglesa arrebatou corações em Orgulho e Preconceito, originalmente lançado em 1813. O que li é uma versão mais recente publicada pela editora Landmark, edição de luxo bilíngue, capa dura... tenho o maior orgulho de exibi-la por aí.

A narrativa de Austen é primorosa e apesar do linguajar usado pela autora ser “antigo”, ele é simples, conciso e fácil de compreender. Os personagens são figuras meio caricatas, não sei se essa era a intenção da autora ou se existiam mesmo tais criaturas, seja como for eu não queria estar na pele da Elizabeth e ter de conviver com os delírios da mãe e das irmãs mais novas dela. Acreditem em mim, aquelas loucas fariam de tudo por um bom casamento!

Gostei muito de poder explorar o velho mundo através das famílias Bennet, Bingley, Darcy e de tantas outras que aparecem ao longo da história. Engraçado como as coisas funcionavam naquela época, como orgulho e vaidade se confundiam em meio a bailes, jantares e convenções sociais. A necessidade que essas famílias tinham em demonstrar riqueza, berço e finess fez com que eu me fizesse a seguinte pergunta: “É possível julgar uma pessoa pelo que ela tenta parecer ser ou devemos esperar para ver o que ela realmente é?”. Lizzie e Darcy irão mostrar a você que na maioria das vezes as aparências não passam de aparências e que o verdadeiro amor supera orgulho, mentiras e diferenças sociais.

O livro ganhou duas adaptações cinematográficas. A mais recente foi em 2005, tendo como protagonistas a atriz Keira Knightley, interpretando a Srta. Lizzie Bennet, e Matthew Macfadyen como Sr. Darcy. A trama é quase que totalmente fiel ao livro, apesar dos roteiristas terem mudado alguns pequenos detalhes, mas no geral o longa não decepciona em nada a obra dessa grande autora.




sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Os Crimes do Padre Heusz: A morte como doce penalidade para alcançar a salvação - Emanoel Barreto

Hoje nós temos a participação mais do que especial do leitor Walter Pinheiro Jr que contribui para o nosso blog com essa magnífica resenha sobre o livro Os Crimes do Padre Heusz, do professor de Jornalismo da UFRN, Emanoel Barreto.
Confira abaixo!




- Mas a finalidade do veneno é a morte - rebati.
- E a finalidade da morte é a salvação - enfrentou-me.
- E a finalidade da salvação?
- Esta tem por fim levar o homem a viver eternamente.
- Então, quereis a eternidade?
- Sim quero.
- Quer dizer então que, querendo a eternidade quereis também o veneno que lhe a dará?

Um padre assassino, um jornalista disposto a transpor os limites do envolvimento pessoal para conseguir 'A SUA HISTÓRIA', loucura, crimes, miséria humana, fé, pobreza, degradação moral, redenção, justiça e um mistério inquietante. Está montado o cenário completo para um grande romance policial. Porém, bem mais do que isso, Os Crimes do Padre Heusz se caracteriza também como uma aventura amarga de suspense, que força à auto avaliação e convida o leitor a imergir, desde a sua primeira página até à derradeira palavra, em uma atmosfera tensamente reflexiva sobre a verdade absoluta de conceitos paradigmáticos como o pecado, a justiça, a realidade e a ética.


(Emanoel Barreto)
Primeiramente gostaria dizer ao leitor do Cartapácias que me sinto extremamente honrado e igualmente apreensivo em escrever esta resenha, tendo em vista que a obra comentada a seguir pertence a um autor peculiar: Emanoel Barreto, jornalista dono de uma vasta experiência de 38 anos de campo, e meu professor no curso de jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Contudo, apesar da empreitada arriscada e atrevida de tentar analisar um autor presente no meu convívio acadêmico e que admiro 'por demais da conta', aviso aos navegantes: colocarei aqui apenas impressões pessoais de um leitor comum, baseadas em percepções captadas pela minha, ainda rasa, capacidade e habilidade para a crítica literária. 
                                                                                                                                                                         
Pois bem, lançado em 24 de julho deste ano (quente, quente, recém saído do forno), o livro Os Crimes do Padre Heusz, narra em primeira pessoa a história de um repórter policial, aparentemente consagrado e estabilizado profissionalmente no jornal Página Um, que, em uma noite normal de fechamento de edição, recebe uma carta assinada por um Padre chamado Petrus Paulus Apolonius Heusz.

No texto, o sacerdote apresenta-se, compartilha um pouco da sua rotina celibatária e revela ter uma missão: salvar as almas perturbadas que o buscam na confidencialidade do confessionário, através do perdão de seus mais repugnantes pecados. No entanto, para a perplexidade do jornalista, a tal absolvição vem através de uma hóstia envenenada causadora da morte paradisíaca e indolor do pecador, concebida em comunhão ministrada pelo Padre. Libertando assim, o indivíduo da vida lasciva e expurgando o mal da face da terra.

A partir daí, movido pela curiosidade sagaz inerente aos apaixonados pela profissão, e vislumbrando a possibilidade de publicação de uma grande reportagem, o protagonista passa a aceitar mais e mais cartas do Padre Heusz. Cartas essas, que relatam detalhadamente seus crimes, e o porquê de serem cometidos. Então, quando menos espera, o redator já se encontra envolvido até o pescoço em um jogo misterioso e perigoso de gato e rato, vendo-se obrigado a enfrentar os demônios interiores que dominam os seus princípios, crenças, e julgamentos sobre o que é bom, ruim ou real.
           
Adepto da máxima "O Salário do Pecado é a morte", o Padre Heusz se intitula um justiceiro honrado a serviço de Deus, que concede a vida eterna às almas não merecedoras de viver a vida terrestre. Porém, quais pecados os seus congregados lhe confiaram? Quão imundos e miseráveis os são, para que mereçam tais seres a morte? Quanto de desumanidade e loucura o ser humano pode carregar no seu âmago? Com que autoridade alguém pode julgar a atitude do próximo? Até onde vai o poder da fé? Por qual razão, já que mata os seus confessos, o Padre Heusz escolheu justamente um repórter policial para "confessar-se" também, tal qual suas vítimas o escolheram? Estaria ele também em busca do perdão por seus crimes? Estaria o antagonista almejando provar do seu próprio e sublime veneno matador? Creio que para descobrir, caro leitor, você proponha-se à leitura e chegue à suas próprias conclusões.

Durante a leitura, é interessante perceber a maestria com que o autor migra da linguagem informal utilizada nas partes narradas pelo repórter, para os textos das cartas do Padre Heusz, demonstrando exímio conhecimento da difícil linguagem sacerdotal e dos termos clérigos formais. Trechos da Bíblia também são citados geralmente em momentos de tensão na narrativa, por personagens que tendem a deturpar o seu significado para justificar as suas ações, assim apresentando para nós, outras possibilidades de entendimento das passagens bíblicas. 

Apesar de conter algumas palavras incomuns (corre no dicionário e dá aquela procurada rápida, não dói nada), o ritmo em que os fatos são contados te deixa instantaneamente preso à vontade de querer ler a próxima linha. Muito disso se deve às rápidas descrições que não se alongam, focando no necessário para o entendimento do leitor, e uma maior liberdade imaginativa da cena narrada. Um aspecto que eu particularmente gostei bastante foi a inserção criativa, na narrativa ficcional e nas notas de rodapé, de algumas experiências reais vividas pelo professor Emanoel Barreto, durante a sua atuação nas redações dos jornais potiguares Tribuna do Norte e Diário de Natal.

Cabem aqui também duas curiosidades sobre os personagens: 1) à exceção do Padre Heusz e de Dona Carmencita, os demais não possuem nomes próprios. São identificados por expressões qualitativas ou apelidos - Estalo, o velho aleijado, o gentio, o jornalista, o grande senhor, o magarefe, o manco... (recurso que me remeteu ao mestre da literatura portuguesa José Saramago); 2) apresentam-se como seres argumentativamente muito bem construídos: você pode não concordar com nada do que eles façam, e na maioria das vezes até sentir repulsa e indignação por seus atos, mas garanto, eles estão repletos de argumentos indiscutíveis (acreditam fortemente), e bem articulados para fazer você mudar de ideia. Consistentes em relação aos pensamentos subversivos e ao agir como reflexo condizente com a “loucura e decadência” interior.
           
Por fim advirto que será um pecado você não ler este livro. Então, lembre-se:

O Salário do Pecado é a Morte
Vai querer arriscar?




Por Walter Pinheiro Jr.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Escritores comemoram aumento do prazer da leitura entre adolescentes

Escritor Zuenir Ventura disse que temor de que a internet acabará com livro é uma visão "apocalíptica" sem o menor sentido

O escritor e jornalista Zuenir Ventura disse que já procurou entender, mas não chegou a uma conclusão sobre o crescimento do interesse dos jovens pela leitura. Ao visitar estande da Submarino, loja virtual de venda de livros, na 16ª Bienal do Livro, no Riocentro, ele acrescentou que a explicação pode estar na evolução da literatura de entretenimento, por meio da qual os adolescentes começam a se interessar pela literatura.

“As escolas, no meu tempo, não entendiam assim e transformavam a leitura em um dever. Aí ficava uma coisa chata. Quando se revela para a criança e o jovem que a leitura é um prazer, um gozo, uma coisa gostosa de fazer, eles não têm como resistir. É botar na cabeça dos professores e dos pais que a leitura tem que ser um prazer e não um dever”, comentou à Agência Brasil.

O escritor não concorda com opiniões de que o uso da internet provocará o fim dos livros. “Reclamava-se tanto que os jovens não leem e aí se descobre que os jovens estão lendo. Achava-se que a internet ia acabar com a leitura, ao contrário, acho que nunca se leu tanto e se escreveu tanto quanto agora”, analisou.

Zuenir disse que o temor com a internet é uma visão “apocalíptica” que não tem o menor sentido. “Eu tiro um pouco pela minha casa. A minha neta de 4 anos gosta muito de ler, gosta de tecnologia, de iPed e me ensina. Não há incompatibilidade entre a tecnologia e a leitura. Acho que são complementares. Na verdade, essa história de que vai acabar o livro ou o jornal, as pessoas que dizem isso, acabaram antes. Acho que, na verdade, há uma 
convivência e não um antagonismo. Há uma convergência e acredito na leitura”, explicou.

O autor elogiou o fato de escolas levarem os alunos para visitar a Bienal. Para ele, o hábito da leitura deve começar nas crianças.”Isso também é uma iniciativa da maior importância”. O escritor destacou o trabalho do amigo Ziraldo. “Ele tem uma responsabilidade incrível nisso, porque prepara leitores. As crianças começam a ler por meio do Ziraldo e depois vão embora, porque quando se descobre o prazer da leitura não se abandona mais”, defendeu.

A escritora Thalita Rebouças, autora de 15 livros e que faz sucesso entre os adolescentes, explicou que eles estão lendo cada vez mais e a situação agora se inverteu, porque quem não lê é que não está na moda. “Quando eu comecei há 13 anos quem lia tinha vergonha de admitir. Hoje, graças a Deus, quem tem vergonha de admitir é o pessoal que não gosta de ler. O mico é não gostar de ler “, disse em entrevista à Agência Brasil.

Thalita lembrou que para um autor é muito importante saber que o livro dele vai fazer parte da vida do adolescente. “É muito gratificante saber que você escreve na solidão do seu escritório e de repente  aquilo sai da sua cabeça, vai para o seu computador e atinge muita gente. Mexe com muita gente, com as emoções de tanta gente. O adolescente passa por uma fase complicada com espinhas, questões, amores platônicos. Então, saber que os meus livros fazem companhia a eles é maravilhoso”.

A autora destacou que como escreve sobre o cotidiano, sempre quer que os adolescentes se identifiquem com o que vão ler. “A minha preocupação é não passar lição de moral. É fazer com que eles pensem e a partir do que leem, tirem suas próprias conclusões. E tudo com muito humor. É o que eu gosto de fazer. Fazer rir”, acrescentou.

Fonte: Agência Brasil

sábado, 31 de agosto de 2013

Autor do Mês: Chico Buarque

                                                                   (Foto: Divulgação) 
                                                      


Olá leitores!

Nesse mês de agosto, o autor escolhido foi Francisco Buarque de Hollanda, mais conhecido por Chico Buarque.

Aos 69 anos, esse carioca tem talento para dar e vender! Além de um grande músico da MPB, ele se mostra um excelente escritor e dramaturgo ganhador de vários prêmios, tanto na música, quanto na literatura.

Quando jovem, Chico Buarque cursou dois anos de Arquitetura em São Paulo, mas largou para se dedicar a carreira artística. A partir daí suas obras começaram a encantar milhares de brasileiros que até hoje não se cansam de ouvir ou ler as palavras do talentoso Chico.

Livros:

·         1974 – Fazenda Modelo
·         1975 – Gota d´Água
·         1981 – A Bordo de Rui Barbosa
·         1991 - Estorvo
·         1995 – Benjamim
·         2003 – Budapeste
·         2009 – Leite Derramado

Prêmios literários:

·         Estorvo:
- Prêmio Jabuti de melhor romance em 1992.

·         Budapeste:
- Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura de melhor romance em língua portuguesa publicado entre 2003 e 2004;
Prêmio Jabuti de melhor Livro de Ficção de 2004. 

·         Leite Derramado:
- Prêmio Literário Casa de Las Américas de honra em Narrativa em 2013;
- Prêmio Jabuti de melhor Livro de Ficção de 2010.



“Olhos nos olhos, quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais

Olhos nos olhos, quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz”

Chico Buarque



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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Trilogia Millennium – Stieg Larsson

O jornalista sueco Stieg Larsson surpreendeu ao escrever uma trilogia diferente de tudo o que estamos acostumados a ver no mundo literário. Em uma pesquisa rápida na internet, descobri que a temática presente nos livros deve-se ao fato de Larsson ter presenciado um estupro coletivo de uma jovem quando ele tinha 15 anos. O autor nunca se perdoou por não ter ajudado a garota e passou parte da sua vida combatendo a violência contra as mulheres. A garota em questão se chamava Lisbeth, nome que também foi dado por Larsson à personagem principal da obra. 

A trilogia é composta por Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, A Menina Que Brincava Com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar. Dos três, gostei mais do primeiro por ter uma história completa, com início meio e fim. Quando você termina a leitura se sente satisfeito, agora se você pega o segundo volume para ler e não engata o terceiro na sequência, pode acabar se perdendo no meio da trama. A obra é cheia de mistérios e cada volume apresenta uma série de eventos que precisam ser investigados por uma dupla nada convencional.

Mikael Blomkvist é um cidadão modelo, o tipo de jornalista que a maioria dos estudantes de jornalismo sonha em ser durante a faculdade. Ele é um dos donos da revista Millennium, publicação importante no cenário midiático da Suécia, mas acaba se colocando nas manchetes ainda no primeiro livro, quando vai parar na cadeia após ser processado por um empresário que foi denunciado em uma de suas matérias. Tenho a sensação de que o autor tenta exprimir um pouco de sua personalidade, mesmo que de forma fantasiosa, no personagem de Blomkvist.

A outra personagem, Lisbeth Salander, não é uma mocinha clichê, ela faz mais o tipo heroína. Uma garota com uma inteligência fora do normal, que lutou a vida inteira contra um sistema corrupto que destruiu a sua vida quando era criança, o que a acostumou a ser invisível e, apesar de sua aparência punk, nunca gostou de chamar atenção. Consigo contar nos dedos de uma mão as pessoas que ela consegue confiar e que irão ajudá-la a provar para o mundo que ela foi apenas mais uma vítima nas mãos de funcionários de um governo sujo.

Os livros já foram lidos por milhares de pessoas ao redor do mundo, na Suécia uma entre quatro pessoas leu pelo menos um exemplar da série, ou seja, sucesso garantido! Cineastas suecos começaram a filmar a trilogia em 2009, ainda não assisti, mas já li em alguns sites especializados que são versões muito fiéis. Hollywood também se rendeu à trama e Os Homens Que Não Amavam as Mulheres foi parar nas telonas em 2012, e mesmo com os boatos de que a Sony estaria cogitando gravar a continuação, até o momento não há nada de concreto.

Pesquisei um bocado sobre a vida de Larsson e lá em cima afirmei que tinha a impressão de que Mikael possuía muito da personalidade do autor. Ambos eram jornalistas, donos de uma revista polêmica e de grande importância no contexto social da Suécia e abominavam qualquer tipo de falta de moral no caráter humano. Mas o que mais me fez relacionar criador e criatura foi o fato de Mikael lutar até o fim para salvar a pele de Lisbeth, coisa que Stieg Larsson não conseguiu fazer pela jovem que viu sendo estuprada quando ele era apenas um menino.

O autor faleceu em 2004, aos 50 anos, pouco depois de entregar aos editores a Trilogia Millennium e, apesar de ter recebido várias ameaças extremistas pelo o que ele publicava na revista, a causa da morte foi infarto.

Confira o trailer do filme Os Homens Que Não Amavam as Mulheres!


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Um Homem de Sorte – Nicholas Sparks



Um Homem de Sorte é o tipo de romance que contém todos os elementos capazes de prender o leitor à obra: guerra, destino, um cachorro esperto e, é claro, uma promissora história de amor.

Tudo começa quando Logan Thibault encontra uma fotografia de uma mulher no deserto, na época que ele era fuzileiro naval e estava no Oriente Médio lutando na guerra dos Estados Unidos contra o Iraque. A princípio não notou nada de mais na imagem: a mulher usava uma camisa com a estampa “Garota de Sorte”, tinha uns 20 e poucos anos e era muito bonita. Thibault acreditava que algum de seus colegas do Regimento havia perdido aquela fotografia e até tentou encontrar o dono, mas não obteve êxito.

Não consigo imaginar como deve funcionar a cabeça de um militar em um campo de batalha. Ver a morte de perto não deve ser fácil, talvez por isso alguns criem seus rituais de “boa sorte”. É o que acontece no livro. O melhor amigo de Thibault, Victor, era supersticioso e acreditava que a fotografia estava protegendo o companheiro de farda nos momentos difíceis, fazendo Thibault prometer que nunca a tiraria do bolso. De fato, nos cinco anos em que esteve no Iraque, Thibault viu muitos homens morrer, mas ele não saiu ferido em nenhum dos confrontos.

Sobreviver à guerra fez com que Thibault se sentisse em dívida com a mulher da foto, então, assim que ele voltou para os Estados Unidos decidiu procurá-la. Com os poucos elementos que pode extrair da imagem e a ajuda do tio google, descobriu para onde deveria ir. Sem pensar duas vezes Logan faz as malas e junto com o seu cachorro Zeus seguiu a pé do Colorado até Hampton, na Carolina do Norte. Lá, ele consegue encontrar a mulher da fotografia: Beth. Daí, muitas coisas começam a acontecer.

A história é linda, mas a narrativa é um pouco cansativa. Se você não for persistente e não acreditar no amor de Logan e Elizabeth pode acabar desistindo no meio do caminho. Mas vai por mim, se você gosta do gênero e já leu alguma outra coisa do Sparks, acho difícil se arrepender no final, mesmo com a pegadinha no epílogo!

Nas telonas Logan Thibault é vivido por Zac Efron e Beth é interpretada por Taylor Schilling. Tanto o filme quanto o livro é bom e eu super recomendo!




sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Percy Jackson e Os Olimpianos – Rick Riordan



A maioria de vocês já deve ter ouvido falar em um garoto nova-iorquino que foi acusado, injustamente, de ter roubado o raio mestre de Zeus. O nome dele é Percy Jackson e a sua primeira aventura virou sucesso na tela da Disney, com o filme Percy Jackson e o Ladrão de Raios. O filme é bom, mas quer a minha opinião sincera? A história narrada no livro é muito mais eletrizante.

Confesso que quando ganhei O Ladrão de Raios não achei que a história iria me interessar tanto. Sabe como é, livro de criança, blá blá blá, mas não é que o filho de Poseidon me surpreendeu? Logo em seguida tratei de comprar os volumes restantes. São cinco no total, todos narrados pelo próprio Percy, que junto dos amigos Anabeth e Grover, seguem viagem pelos Estados Unidos para salvar o Monte Olimpo de seus antigos inimigos, os Titãs.

O mais legal é que a cada volume é possível acompanhar o amadurecimento do personagem. Fora as batalhas enfrentadas pelo jovem e seus amigos, ele também tem de encarar uma relação difícil com o pai, a descoberta de um irmão ciclope e um estranho sentimento que começa a surgir em seu peito com o avanço da idade. Percy termina de contar a sua história após enfrentar o maior desafio de sua vida.

Uma série incrível para toda a família ler e reler. 

Veja abaixo a lista dos livros de Percy Jackson e Os Olimpianos:

·         O Ladrão de Raios – 2008
·         O Mar de Monstros – 2009
·         A Maldição do Titã – 2009
·         A Batalha do Labirinto – 2010
·         O Último Olimpiano – 2010

O segundo filme da saga, Percy Jackson e o Mar de Monstros, estreou essa semana. Confira o trailer.



terça-feira, 6 de agosto de 2013

Leite Derramado – Chico Buarque



Leite derramado é aquele tipo de livro que nós folheamos na prateleira da livraria por ser de Chico, mas acabamos decidindo não levar. Pelo menos foi o que aconteceu comigo. Até que um dia peguei um exemplar emprestado de uma colega da faculdade. Não preciso dizer que me arrependi amargamente de não ter dado uma chance ao Chico naquele outro dia.

Vou logo avisando que para acompanhar a história é preciso ser bom da cuca ou então o leitor acabará se perdendo na mente confusa de Eulálio Assumpção. 

Em um leito de hospital, o velho aristocrata começa a reviver toda a história da sua tradicional família em um monólogo dirigido à filha, enfermeiras e a quem quisesse ouvir.

Desde cedo, Eulálio foi acostumado a viver em meio ao luxo e ao conforto proporcionado pelo seu pai, senador da Primeira República. A mãe dele era uma senhora racista e dava importância às questões sociais. Na adolescência, Eulálio conheceu Matilde, a mais mulata das filhas de um político carioca de prestígio, porém opositor ao partido da família Assumpção. Mesmo sem o apoio das famílias, ele e Matilde casaram-se e tiverem uma filha. Matilde era jovem e não gostava de convenções sociais. Gostava do maxixe, samba, seu francês era péssimo e mantinha uma relação amigável com os empregados. Comportamentos inapropriados, na visão do marido ciumento que, no fundo, também era racista, apesar de negar veementemente em seu monólogo.

O suspense fica por conta do sumiço de Matilde, que após dar a luz a pequena Eulália, acabou adoecendo, deixando o marido e a filha sozinhos. Eulálio aborda com insistência e de forma repetitiva a sua paixão pela mulher que nunca conseguiu tirar da memória, apesar da confusão mental que vivenciava ao completar seus 100 anos de vida.

Eulália cresceu um tanto amargurada pela ausência da mãe, casou-se com um empresário italiano que pôs a perder todos os imóveis da família dela. Os dois tiveram um filho, que também se chamava Eulálio, nome passado aos membros da família através das gerações. Eulálio ingressou em um partido comunista para lutar contra a ditadura militar e acabou sumindo no mundo, sendo dado como morto pouco tempo depois, mas deixou um herdeiro, que também recebeu o nome de Eulálio, como mandava a tradição. Esse Eulálio não tinha feições europeias como o pai, o avô e os seus antepassados. Era um menino negro metido a conquistador que acabou morto em um quarto de motel. Antes de morrer, esse Eulálio engravidou uma jovem de família rica, neta de uma das irmãs de Matilde. Assim que o bebê nasceu, foi deixado na porta do velho Eulálio Assumpção, que o criou como filho. Eulalinho costumava roubar as coisas do tataravô e sempre foi muito mimado pela bisavó, Eulália. 

Em meio a tantos Eulálios, mortes e reviravoltas na vida social, o narrador acaba misturando um pouco as histórias até que no final todas elas acabam fazendo sentido, proporcionando ao leitor a visão psicológica de seu protagonista. Trata-se um uma história fictícia, mas que agrega elementos da realidade. O caso da família Assumpção, sem dúvida, não deixa de ser verdadeiro. Pode não ter existido de fato um Eulálio Montenegro d'Assumpção, mas existiram muitas famílias como a dele, tradicionalmente ricas e que com o passar dos anos, e todas as mudanças na máquina brasileira, acabaram perdendo prestígio e dinheiro.

A obra é recomendada a todos aqueles que são verdadeiramente apaixonados por literatura. Chico Buarque soube usar cada palavra de forma sábia e primorosa, dosando os devaneios do velho senil com o que de fato aconteceu na sua vida. Toda a confusão mental de Eulálio, o seu psicológico perturbado e a proximidade da morte demonstraram uma narrativa forte e surpreendente.